Utilidade Pública: Correios recebem lixo eletrônico em agências pelo país; saiba o que pode ser descartado

Principais pontos
Serviço gratuito está disponível em 6.868 agências dos correios que oferecem o Balcão do Cidadão, sem necessidade de agendamento.
Celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos estão entre os equipamentos aceitos, com limite de 30 quilos por caixa.
Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, mas apenas 3% desse volume é coletado formalmente.
Celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos estão entre os equipamentos aceitos, com limite de 30 quilos por caixa.
Celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos estão entre os equipamentos aceitos, com limite de 30 quilos por caixa.

Celulares antigos, notebooks sem uso, carregadores, cabos e outros equipamentos eletrônicos que estão guardados em casa agora podem ser descartados gratuitamente em mais de seis mil agências dos Correios espalhadas pelo Brasil. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Circular Brain, empresa especializada em logística reversa (sistema que recolhe produtos para encaminhá-los à reciclagem) de eletroeletrônicos.

O objetivo é facilitar o descarte adequado desses materiais, que podem conter substâncias prejudiciais ao meio ambiente e à saúde quando destinados incorretamente. Ao mesmo tempo, visa obter componentes e matérias-primas que podem ser recuperados e reutilizados pela indústria.

A coleta está disponível nas 6.868 agências que oferecem o serviço Balcão do Cidadão. Os endereços dos pontos participantes podem ser consultados na plataforma da Rede Circulare, que também reúne outros locais de descarte.

O serviço dos Correios começou a funcionar em 14 de outubro, Dia Internacional do Lixo Eletrônico.

Como descartar eletrônicos nos Correios
O procedimento é gratuito e pode ser realizado diretamente em uma agência participante, sem agendamento prévio.

O consumidor deve reunir os equipamentos em uma caixa aberta, com peso total de até 30 quilos, e levá-la ao balcão de atendimento. A embalagem não deve ser fechada antecipadamente porque o funcionário dos Correios precisa conferir o conteúdo antes de lacrá-la.

Para registrar a entrega, são solicitados nome, CPF, endereço, e-mail e telefone. Ao final do procedimento, o consumidor recebe um comprovante de envio.

Entre os equipamentos aceitos estão:

Celulares e smartphones;
Notebooks e tablets;
Fones de ouvido;
Carregadores e cabos;
Outros equipamentos eletroeletrônicos de pequeno porte.
Pilhas, baterias avulsas e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade de coleta e devem ser encaminhadas a pontos de descarte específicos.

O que acontece com os equipamentos descartados?
Depois da entrega, os materiais são encaminhados à Rede Circulare, sistema de logística reversa operado pela Circular Brain. A empresa direciona os resíduos a recicladores homologados, responsáveis pelo tratamento e pela destinação adequada dos equipamentos.

Segundo os Correios, todo o processo é rastreado até a destinação final.

Além de recolher produtos para encaminhá-los para reaproveitamento, a logística reversa é responsável por encontrar uma forma de destinação ambientalmente adequada se o item não pode ser reciclado.

No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei nº 12.305/2010, e o Decreto nº 10.240/2020 determinam que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos de uso doméstico organizem sistemas de recolhimento desses produtos.

A parceria com os Correios amplia os locais onde a população pode entregar equipamentos sem uso, aproveitando a presença da empresa em todos os municípios brasileiros.

“Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, afirmou o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, em comunicado.

Brasil gera 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano
O descarte de equipamentos eletrônicos é um desafio crescente no Brasil. Segundo o Monitor Global de Resíduos Eletrônicos de 2024, elaborado no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), o país gerou aproximadamente 2,4 milhões de toneladas desse tipo de resíduo em 2022.

Desse volume, apenas cerca de 3% foi coletado formalmente, o que evidencia a dificuldade de encaminhar aparelhos e componentes para sistemas adequados de tratamento e reciclagem.

O lixo eletrônico inclui produtos descartados que dependem de eletricidade ou baterias para funcionar. Além de celulares e computadores, essa categoria abrange televisores, eletrodomésticos e uma ampla variedade de equipamentos.

Quando descartados no lixo comum ou abandonados em locais inadequados, esses materiais podem liberar substâncias tóxicas e contaminar o solo e a água. Ao mesmo tempo, contêm metais, plásticos e outros componentes que podem retornar à cadeia produtiva.

Segundo Marcus Oliveira, diretor executivo da Circular Brain, muitos consumidores acumulam pequenos aparelhos em casa por não saberem onde descartá-los.

“Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão”, afirmou.

A nova coleta busca justamente facilitar esse processo, permitindo que equipamentos sem uso sejam encaminhados para tratamento e recuperação de materiais, em vez de permanecerem esquecidos em gavetas ou acabarem no lixo comum.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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