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Transformação digital: uma realidade cada vez mais presente no setor logístico

Sustentabilidade também foi um dos destaques do período vespertino do Intermodal Xperience na última quarta-feira (7)

Encerrando mais um dia de conteúdos do Intermodal Xperience, as temáticas de automação, transformação digital e sustentabilidade capitanearam o segundo tempo da programação do evento virtual dedicado ao setores logístico, de transporte de cargas e comércio exterior, durante a tarde na última quarta-feira (7).

A primeira apresentação do período ficou por conta de dois executivos da ModalGR, uma das principais desenvolvedoras de soluções tecnológicas do país e patrocinadora Intermodal Tecnologia: o sócio e fundador da empresa, Luiz Simões, e o arquiteto de sistemas e gerente de projetos da companhia, Leandro Duca. Ambos dissertaram sobre um case de sucesso da ModalGR, a automação de um armazém de celulose.

“Desenvolvemos uma série de soluções para agilizar e otimizar as operações do armazém como um todo, o que chamamos de microsserviços. Entre eles, está uma solução de planejamento de embarque em que nós conseguimos visualizar onde as cargas foram embarcadas de fato, em quais modais, em que etapas estão, entre outras informações que facilitam o dia a dia da operação, nos dando toda a visibilidade dos processos”, disse Duca.

Simões, por sua vez, explicou um pouco mais desse conceito de microsserviços. “Ao construirmos todo o sistema com base nesse processo, por mais que eles atuem de maneira integrada, passamos a ter a possibilidade de gerenciar cada um deles separadamente, se for preciso. Por exemplo, se uma etapa apresentar algum eventual problema, conseguimos pará-la, se necessário, e corrigi-la, sem prejudicar todo o sistema ou operação, que segue funcionando normalmente”. complementou.

Tecnologia como aliada na redução de custos e na gestão de acidentes

Continuando no assunto tecnologia, o diretor comercial e de marketing da Autotrac, Márcio Toscano, trouxe aos profissionais do setor o debate sobre a utilização da “Telemetria e de Rotogramas Falados como Ferramentas de Redução de Custos e Gestão de Acidentes”.

Segundo ele, este é um tema que precisa ser abordado, visto que o número de acidentes nas rodovias do país são altíssimos. Tomando como base um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado recentemente, o executivo aponta que o total de acidentes nas rodovias federais brasileiras, de 2007 a 2019, passa de 1 milhão e 700 mil. Outro número que impressiona é o de vítimas, mais de 1 milhão e 200 mil. Muitos desses casos envolvem caminhões de transporte de cargas. “As principais causas apontadas pelo levantamento para esse alto número de ocorrências são a falta de atenção dos motoristas, o cansaço/sono, o excesso de confiança ao volante, a imprudência, a falta de manutenção nos veículos e a necessidade de cumprimento de prazos apertados”, disse.

Mas para Toscano, no entanto, o principal problema para tudo isso é a falta de planejamento por parte das empresas. “Há várias tecnologias disponíveis no mercado que ajudam a fazer uma melhor gestão de tudo isso e a evitar esse tipos de problemas, zelando, especialmente, pela segurança e pela vida. Na Autotrac, por exemplo, oferecemos um pacote completo de soluções neste sentido, como um gerador automático de fluxo operacional, que define um ciclo completo da operação, assim como todas as etapas e processos previstos, com a automatização de ações e a emissão de alertas de não conformidade. Ou seja, utilizamos um software de monitoramento que proporciona a visão global de toda a operação, mostrando se tudo está ocorrendo como o previsto, com horários de entregas pré-estabelecidos”.

Já para minimizar as questões da imprudência, da falta de atenção, de cansaço e do excesso de confiança, as tecnologias adotadas são o rotograma falado e o sensor de direção segura, que geram alertas automáticos para os motoristas sobre os principais pontos de risco em cada rota e os alertam sobre qualquer sinal de distração. “É uma câmera que fica instalada na cabine do caminhão, virada para o motorista, com sensores inteligentes que identificam sinais de cansaço, distração (como uso de celular e cigarros) e alertam o motorista com mensagens de voz instantâneas na própria cabine, além do envio de alertas para o software de monitoramento na torre de controle”.

Transformação Digital

Os principais impactos da transformação digital no supply chain também foram destaques deste segundo período de programação do Intermodal Xperience. O assunto foi evidenciado pelo diretor de supply chain e transformação digital da Unilever, Leonardo Rubinato. Para ele, não tem CEO e nem executivo nenhum que está causando uma maior transformação digital do que a pandemia. “O que se viu nos últimos 6 meses foi uma aceleração muito grande em direção a isso. Visto que, por conta do isolamento social, o mercado de e-commerce cresceu meteoricamente. Somente no 1º semestre, este setor cresceu 145%, levando as empresas de supply chain a repensarem seus modelos de negócios”, afirmou.

E não somente o e-commerce, outras ferramentas ganharam espaço em meio a esta situação, lembrou Rubinato. “O WhatsApp acabou se tornando uma ferramenta de vendas, os meios digitais de pagamento se expandiram, entre outras mudanças no perfil de consumo que obrigaram as companhias logísticas e de transporte de cargas a se reinventar. Na verdade, essa situação trouxe uma variedade de tendências que vieram para ficar, além da transformação digital que deve permanecer cada vez mais. Algumas delas que emergem ainda mais com a pandemia são: uma maior diversificação de fornecedores, a descentralização da cadeia de produção, a colaboração em rede, uma maior preocupação com a sustentabilidade e com os propósitos da companhia, além de abrir espaço para uma maior segmentação e multicanalidade. E essas tendências, sejam as que já vinham ou as que foram exacerbadas com a pandemia, geram inúmeras oportunidades, basta saber aproveitar”.

Sustentabilidade

Falando em sustentabilidade, este foi o foco da apresentação do executivo Bernardo Adão, Sustainability & Procurement Manager da AMBEV, que destacou o tema: “Green Supply Chain – Utilização de Veículos Elétricos na Distribuição Urbana”.

“Mas por que uma cervejaria está falando de logística? Porque o nosso compromisso, primeiro, é com a comunidade em que estamos inseridos e nosso propósito é unir as pessoas por um mundo melhor. Pensando nisso, desde 1995 nossa empresa vem trabalhando forte na questão da sustentabilidade. Mas agora resolvemos intensificar nosso compromisso com o meio ambiente. Em 2018, lançamos, junto com nossa parceira Volkswagen, um projeto ambicioso que visa utilizar 1,6 mil caminhões elétricos em nossa frota até 2023”.

O executivo contou, inclusive, sobre o primeiro modelo em operação. “Já temos um modelo piloto em testes há um ano, no qual avaliamos todas as características e vantagens desse tipo de veículo. Neste período, percorremos mais de 15 mil km, economizamos mais de 11 toneladas de CO² e mais de 3.300 litros de combustível. Ou seja, com esse tipo de veículo, visamos reduzir muito a emissão de CO² e a poluição sonora por parte de nossa marca, e melhorar a experiência do motorista em nossos caminhões”.

E não para por aí. “Em 2020 lançamos um novo compromisso, que é o de acabar com a poluição plástica de nossas embalagens até 2025. Também para 2025, temos outras cinco metas traçadas em questão de sustentabilidade, como a de reduzir em até 25% a emissão de carbono ao longo de nossas cadeias de valor”, concluiu.

Serviço:

Evento: Intermodal Xperience
Data: De 6 a 8/10/2020
Mais Informações: bit.ly/2ZgD8BM
Inscrições: bit.ly/33923Z5

Assessoria de Imprensa